23 de outubro

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Nascimento

Outros fatos



1817 — Nasce Pierre Larousse

Pierre Athanase Larousse foi educador, pedagogo, editor e enciclopedista francês. Nasceu em 23 de outubro de 1817, na cidade de Toucy. Aos 16 anos ganhou uma bolsa para estudar em Versailles. Iniciava-se aí a carreira de uma vida na área da educação.

 

Aos 21 anos, começou a trabalhar como professor do ensino fundamental. Em 1848 seu primeiro livro, um curso de língua francesa para crianças, foi publicado em parceria com sua futura esposa.
 

 

Em 1851 conheceu Augustin Boyer, também professor, e ambos tornaram-se sócios num empreendimento: a Livraria Larousse e Boyer. A sociedade possibilitou que continuassem atuando na área da educação de outra maneira que não a convencional: passaram a editar livros educativos.

 

Publicaram livros de leitura para crianças e manuais de instrução para professores, com especial preocupação em estimular a criatividade e a independência da criança. Publicaram, também, o Novo Dicionário da Língua Francesa, um prenúncio da clássica obra Petit Larousse.

 

No final de 1863, foi lançado o primeiro volume do Grand dictionaire universel du XIX e siècle.

 

Em 1869, a sociedade foi desfeita, e Larousse passou a dedicar-se de maneira exclusiva à edição do Dicionário. Porém, seu desejo era publicar algo mais elaborado, que reunisse todo o conhecimento disponível, em ordem alfabética e para todas as classes sociais. Em 27 de dezembro de 1863, foi lançado o primeiro fascículo do Grande Dicionário Universal.  A sociedade acabou em 1869 e a Editora Boyer passou a lançar os dicionários e obras escolares, que eram impressos na Larousse.

 

Pierre Larousse sofreu uma embolia cerebral, causada pelo excesso de atividades que fazia. Em 1871, ficou paralítico, e faleceu em 3 de janeiro de 1875, os 57 anos. Pode-se dizer que a empreitada valeu sua vida, já que morreu de esgotamento físico. Coube Jules Hollier, seu sobrinho, concluir a obra.


1906 — Primeiro voo de Santos Dumont

Alberto Santos Dumont nasceu em 1873, numa cidade mineira (domínio de Barbacena, João Gomes) que mais tarde viria a se chamar Palmyra.
De família rica, desde pequeno interessou-se por ciências mecânicas.

 

Seu pai era dono de uma grande fazenda de café. Tão grande era a propriedade que nela passavam cerca de 80 quilômetros de linha férrea, na qual era comum ver o pequeno Alberto Santos Dumont pilotando sua máquina (claro que acompanhado por um adulto responsável).

 

Estudou em Campinas (culto à ciência), São Paulo, Ouro Preto e Rio de Janeiro. Mesmo sem ter completado seus estudos acadêmicos, Santos Dumont mostrou-se astuto e lépido, trabalhando em invenções como, por exemplo, a regulagem quente e fria do chuveiro, a porta de correr, o hangar, relação peso versus potência, que até hoje é utilizado em cálculos aeronáuticos, entre outras. Muita gente acredita também que foi ele quem inventou o relógio de pulso. A história conta que as mulheres já utilizavam relógios de pulso, porém a pulseira era feita de brilhantes e sua contribuição foi a de acoplar uma pulseira de couro. Aos 18 anos, foi emancipado e pôde viajar para Paris. A fortuna de seu pai garantiu certo conforto.

 

Falar em Santos Dumont significa falar em aeronáutica. Seu primeiro pensamento nessa área surgiu ainda na infância, quando leu A Volta ao Mundo em Oitenta Dias, de Júlio Verne.

 

Já havia balões, porém eram grandes demais para serem mais leves que o ar. Santos Dumont constrói então um balão menor utilizando seda japonesa e faz algo notável: possibilita a dirigibilidade, isso é, permite que o piloto possa fazer manobras, e modifica a forma dos balões (o que acabou por ser o percussor do Zepelin) e fica a um passo de fazer corpos mais pesados que o ar alçarem voo.

 

"Houve um concurso em Paris que daria um prêmio de cem mil francos a quem conseguisse sair de um determinado local, contornar a Torre Eiffel e retornar ao mesmo ponto em trinta minutos. Com seu sexto dirigível, realizou a façanha em 29 minutos" (relato do professor Átila José Borges em entrevista ao jornal Paraná on line).

 

Santos Dumont batizava cada uma de suas invenções com um número. Assim, foram nº 1; nº 2; (...); nº 7 e nº 9. Pois é! Ele era supersticioso! Não houve um nº 8!

 

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O nome é esse, pois, nas primeiras tentativas de verificação das aerodinâmicas e dos cálculos para tal feitio, Santos Dumont acoplou a invenção abaixo de um dirigível de (nome) Nº 14, para verificar dados como, por exemplo, a estrutura de sustentação, bem como se a envergadura do que mais tarde veio a ser chamado de avião, estavam de acordo com as leis naturais.

 

Claro que foram necessários vários reparos até a data histórica de 23 de outubro de 1906. Envernizou as estruturas (para dar maior sustentabilidade), alterou o motor, antes, de 24cv (cavalo-vapor), para 50cv.

 

Em 4 de setembro, o 14 Bis ganhou velocidade, mas Santos Dumont perdeu o controle.

 

No dia 13 de setembro, o 14 Bis percorreu 350 metros no solo. Novamente foram necessários reparos. Após nova tentativa, ele percorreu 7 metros no ar. Já era possível sua exibição.

 

Foi então que em 23 de outubro daquele ano, uma multidão esperava-o, um pouco descrente da capacidade de sua máquina. A multidão era formada por cidadãos comuns, pessoas influentes e jornalistas, e aglomerou-se no campo de Bagatelle (Paris).

 

E foi naquele dia que, por volta das 9h15, Alberto Santos Dumont liga o motor do seu 14 Bis (localizado na parte traseira) e, após percorrer 100 metros, alça voo e atinge uma altura de 3 metros, percorrendo no ar uma distância horizontal de aproximadamente 60 metros, fazendo a população ir ao delírio.

 

O êxtase foi tamanho que esqueceram de cronometrar o tempo de voo. Experiências posteriores avaliaram que o 14 Bis alcançou a velocidade média de 43 km/h.