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Efemérides

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Falecimento



1997 — Morre Jacques Yves Cousteau

O oceanógrafo e documentarista francês Jacques Yves Cousteau popularizou o estudo da vida marinha por meio da produção de livros, filmes e documentários que divulgaram suas pesquisas sobre o universo aquático.

 

Foi oficial da marinha, porém teve de abrir mão da carreira após um acidente de automóvel, mas não abandonou o mar, ao contrário, passou a se dedicar com mais afinco a seus estudos.

 

Em 1943, juntamente com o engenheiro Émile Gagnan, inventou o aqualung, também conhecido como scuba, cilindro portátil de ar comprimido para respiração subaquática. Além disso, inventou também veículos para locomoção subaquática e a câmera de TV submarina.

 

Na Segunda Guerra Mundial foi oficial de armas e membro da Resistência Francesa. Na época, começou os experimentos com filmagem submarina e, terminada a guerra, fundou e liderou o Grupo de Pesquisas Submarinas da Marinha da França. Em 1950 recebeu como doação uma draga de minas britânica e transformou-a no navio de pesquisas oceanográficas Calypso, com o qual realizou inúmeras expedições. Foi ainda diretor do Instituto e Museu Oceanográfico de Mônaco (1956). Na década de 1960 idealizou laboratórios submarinos batizados Conshelf I, II e III, com a finalidade de realizar experiências relacionadas ao viver sob as águas. Tratava-se de um projeto em que pessoas passavam cerca de um mês a aproximadamente cem metros de profundidade, numa espécie de casa submarina.

 

Em 1953, publicou o livro O Mundo Silencioso, sobre suas expedições realizadas no Mar Vermelho e Mediterrâneo. Dois anos depois, adaptou a obra para um documentário, codirigido por Louis Malle, que resultou em premiações como a Palma de Ouro (1956), no Festival Internacional de Cannes e o Oscar (1957). Além desse, foram mais três longas-metragens, dos quais recebeu ainda outros dois Oscars, e aproximadamente 70 documentários e diversas publicações. Dentre eles, vale destacar também a série americana O Mundo Submarino de Jacques Cousteau, O Mundo sem Sol e o livro póstumo Man, the Octopus and the Orchid.

 

Como ativo defensor dos mares, provavelmente o mais notório, usou de seu prestígio junto à ONU para chamar a atenção do mundo para a questão da Antártida, e conseguiu torná-la uma reserva, protegida de explorações predatórias. Criou a Sociedade Cousteau, grupo internacional de pesquisa científica e ambiental e o Grupo Cousteau, que congrega organizações de marketing, produção, engenharia e pesquisa para viabilizar seus trabalhos. Em 1993 foi eleito, por méritos culturais e científicos, para a Academia Francesa.

 

No Brasil, passou dois anos fazendo pesquisas na região amazônica (a partir de 1982). E ainda, conseguiu mais de 5 milhões de assinaturas para seu documento “Pelos Direitos das Gerações Futuras”, lançado na Eco 92, no Rio de Janeiro.

 

Em 1996 o navio Calypso foi a pique em Cingapura e o lançamento do Calypso II foi previsto para 1998. Cousteau não chegou a vê-lo concluído, pois faleceu em 25 de junho de 1997.