Pequenos gestos podem mudar o mundo: Solidariedade


A importância da solidariedade na sociedade é imensurável. Para ser solidário não é preciso muito, um gesto pode mudar a vida... Pode mudar o mundo. Gestos simples ou pequenos geram ações grandiosas. O tema trilhou os trabalhos das turmas do 6.º ao 9.º ano do Ensino Fundamental no Encontro Cultural do Colégio Objetivo.
Divididos em grupos, eles criaram projetos interdisciplinares que reuniram informações, discussões e muita pesquisa sobre ações solidárias. O resultado dos trabalhos foi apresentado aos pais, familiares, amigos e educadores nos dias 11 e 25 de novembro.

A diversidade dos temas mostrou o engajamento dos alunos. Um grupo levou filhotes de cães e gatos para serem doados. Outro grupo organizou um baile da terceira idade. Alunos fantasiados de “doutores da alegria” mostraram como é sério o trabalho que leva arte e humor a crianças internadas em hospitais. Até uma praça de esportes para comunidades carentes foi proposta em um dos trabalhos.

Ideias não faltaram, proporcionando momentos agradáveis e ricos em conteúdo. Alexandra Januário Milos, Maria Luíza Miessa DG e Ana Luíza dos Santos Figueiredo, alunas do 7.º ano, falaram sobre acolhimento de refugiados. Um dos destaques da apresentação foi a maquete que retratou a dura realidade enfrentada por essas comunidades.
“O Brasil tem recebido muitos refugiados, mas não se tem um planejamento para recebê-los. Nossa intenção é falar sobre a importância desse tema com os visitantes”, afirma Maria Luíza.

“Arte Benéfica” foi o tema do trabalho de Beatriz Silva, Jamile Mancilha Brihy, Rebeca Jardim e Manuela Figueiredo, do 8.º ano. “A arte é uma ferramenta incrível, que pode ajudar como ninguém. Apresentamos por meio de nossas pesquisas, experiências e visitas de que maneira ela pode ser benéfica às crianças”, explica Jamile.
Um número divulgado pelo grupo do aluno Dênis Mariano Pires, do 8º ano, alertou os visitantes que passaram pelo estande. Segundo a Organização das Nações Unidas (ONU), 795 milhões de pessoas passam fome no mundo. A equipe propôs uma solução para a questão: a criação de hortas comunitárias. No estande foi apresentado um protótipo de horta sustentável, elaborada com garrafas PET.

“Pelo mundo existem mais de 1 milhão de hortas comunitárias. Elas ajudam muito os países pobres e geram alimentos. Para nós foi um desafio. Plantamos tomate, cebolinha, hortelã, entre outros itens. Foi bem interessante a experiência”, diz Dênis.

Ao observar a falta de verde na região em que moram e estudam Mariana Naomi Suzuki, Gabriel Nottoli Buck, Diego Ahumada Gonçalvez, Igor Robertson Mendes Araújo e Guilherme Vasconcelos, do 7º ano, decidiram falar sobre a importância do reflorestamento. Entre as ações executadas pelo grupo, foi realizado o replantio de mudas de Araças, Uvaias, Cerejeiras do Rio Grande e Pitangueiras. “Na Cantareira tem muito desmatamento. Isso contribui para o aquecimento global. Quisemos mostrar que o reflorestamento é de extrema importância para nossa sobrevivência”, esclarece Mariana.

A Universidade Paulista (Unip) também esteve presente no Encontro Cultural. Os alunos convidaram os professores para falar sobre os projetos sociais desenvolvidos nas clínicas de Odontologia, Veterinária, Nutrição, Enfermagem e Fisioterapia da instituição.

“A Unip faz um trabalho social muito importante. A clínica de odontologia, por exemplo, oferece tratamento de qualidade e gratuito. Também temos projetos de extensão, visitamos algumas comunidades e creches para acompanhar alguns pacientes”, declara o Dr. Bruno Vieira Caputo.   

Dias, meses de muito aprendizado e estudo. Com certeza uma mensagem ficará guardada na memória dos alunos do 6º ao 9º ano do Ensino Fundamental: grandes mudanças podem começar, sim, com pequenas iniciativas!

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