Alunos do Objetivo conquistam primeiro lugar no Sumô de Robôs


“O aluno não recebe a robótica passivamente; os resultados dessa competição mostram que aqui ele cria a tecnologia que usará no futuro.”
Luís Rogério da Silva, coordenador dos treinamentos do Objetivo para as Olimpíadas de Informática e de Robótica

Os alunos do Colégio Objetivo mostraram mais uma vez que estudo, disciplina e determinação são as estratégias que os tornam vitoriosos em competições científicas. Assim foi durante a segunda edição da Olimpíada Brasileira de Robótica (OBR 2008), que promoveu o Sumô de Robôs, em 23 de agosto.
No nível 1, voltado a estudantes do Ensino Fundamental que apresentassem robôs de até 1 kg, as três primeiras colocações couberam, respectivamente, às equipes do Objetivo nomeadas pelos alunos como Hipérion, Saladino e Ivan, o Terrível. No nível 2, que agrupa estudantes do Ensino Médio com robôs de até 2 kg, eles faturaram nada menos que os dois primeiros lugares com as equipes Ícaro e Defenestrador, proeza admirável dada a complexidade de se programar e montar um robô. A vitória foi ainda mais celebrada pelo fato de os robôs ganharem as partidas principalmente graças a golpes Ippon, considerados os de maior valor na contagem dos pontos.
Ramon Silva, aluno do 8º ano do Objetivo Paulista, compôs com Raul Dário e Mariana Terceros (ambos do Objetivo Paulista), Renato Ferreira e Jônatas Vieira (do Objetivo Marquês) o grupo Hipérion, que faturou o primeiro lugar do nível 1. Ramon conta que participar dessa atividade foi uma experiência única, já que, segundo ele, foi muito diferente dos outros torneios de que participou. “O mais emocionante é que havia muitos imprevistos e tínhamos que ser ágeis para resolvê-los. Além disso, a união da equipe foi muito importante para a conquista do primeiro lugar”, explica. Renato Ferreira concorda com o colega dizendo que cada membro da equipe ficou responsável por uma tarefa para a confecção do robô: pesquisa, programação e montagem, entre outras. “Ver o resultado, ou seja, o robô funcionando, compensou as muitas horas dedicadas a resolver os problemas. Na equipe, cada um podia opinar sobre o trabalho do outro, discutir idéias para que o resultado fosse melhor.”
Ícaro, equipe de Marcelo Torrealba e de seu colega Wallace Souza Silva, ambos da 1ª série do Objetivo Marquês, conquistou a primeira classificação no nível 2. Marcelo diz que a sua participação na OBR o deixou muito satisfeito. Com modéstia de campeão, ele revelou que a Olimpíada o fez pensar em seguir carreira em áreas afins à robótica.
Em todo o Brasil, as melhores equipes estaduais garantiram a participação na última etapa da OBR, que acontecerá em Salvador (BA), de 25 a 30 de outubro de 2008.

O combate no Objetivo Paulista
O Sumô de Robôs é a parte prática da Olimpíada Brasileira de Robótica. No Estado de São Paulo, o Objetivo Paulista sediou o combate entre robôs, recebendo competidores de várias escolas de diferentes localidades. Os estudantes apresentaram seus próprios protótipos de robôs, os quais teriam de vencer desafios em arenas de plataformas circulares, com regras, digamos, nada flexíveis.
Para chegar à primeira colocação, os alunos do Objetivo consideraram que a implantação de sensores era essencial para que as máquinas estivessem aptas a se movimentar sem sair da arena, bem como detectar o adversário e levá-lo para fora da área demarcada; tudo de forma autônoma, sem nenhuma intervenção humana.
A cada rodada, sob o ritmo alucinante de uma torcida atenta a cada movimento, vencia o robô que primeiro conseguisse expulsar o adversário ou o que alcançasse a maior pontuação. Participaram 14 equipes, sendo seis do Objetivo, formadas por até cinco participantes e orientadas por um professor de cada escola.
Segundo Luís Rogério da Silva, coordenador dos treinamentos do Objetivo para as Olimpíadas de Informática e de Robótica, ao se utilizar dos conceitos de diversas áreas do conhecimento para fazer com que as máquinas executem as tarefas, a robótica não somente propicia os resultados como se beneficia deles. Ele conta que se trata de uma ciência que reforça tópicos da Física e da Matemática e constitui um poderoso instrumento para estimular a inventividade, valorizar a iniciativa e desenvolver a autonomia na tomada de decisões.
“Quando buscamos os exemplos do cotidiano para ilustrarmos conceitos abordados na sala de aula, é comum esbarrarmos na Mecatrônica. No Colégio Objetivo vamos além, pois o aluno não recebe a robótica passivamente; os resultados dessa competição mostram que aqui ele cria a tecnologia que usará no futuro”, complementa o professor.
O Sumô de Robôs realizado no Objetivo Paulista foi prestigiado por grandes nomes do ramo da informática e da robótica, tais como Microsoft Brasil, Vex Robotics e X Bot. A fim de tornar o torneio ainda mais animado, a X Bot instalou uma mesa de futebol de robôs que divertiu as torcidas durante todo o evento.
 “Desafios como a OBR e parcerias como as do Colégio Objetivo e da Universidade Paulista com a Microsoft permitem mostrar um pouco desse mundo tecnológico, trazendo jovens de várias idades sempre muito empolgados para mostrar seus trabalhos e conhecer o que existe de novidade na área”, comenta Alexandre Nardi, gerente de Novas Tecnologias para o Setor Acadêmico da Microsoft Brasil.
Ao final, -os primeiros colocados foram premiados pela Vex Robotics. Laércio Filippsen, diretor administrativo da Vex no Brasil, presenteou os estudantes com dois jogos contendo cinco microrrobôs da Coleção Hexbug.

Melhores momentos da II Olimpiada Brasileira de Robótica