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Abalos Sísmicos


Recentemente, o mundo se comoveu com as tragédias causadas pelos terremotos ocorridos no Haiti e no Chile. Muitas vezes avassaladores, esses fenômenos
da natureza se propagam por meio de vibrações e ocorrem em virtude
da movimentação das placas tectônicas, de vulcanismos ou por
desmoronamentos internos. Vamos aprender mais sobre esse assunto.

O planeta Terra é dividido em várias camadas. A mais importante para os seres vivos é a litosfera, que corresponde à parte sólida do globo, atinge 50 km de espessura e apresenta-se dividida em várias placas.

As principais placas tectônicas são a do Pacífico, a de Nazca, a Sul-Americana, a Norte-Americana, a Africana, a Antártica, a Indiana, a Australiana, a Eurasiática, a Arábica e a das Filipinas.

Elas são gigantescos blocos que flutuam sobre o manto terrestre. Ele, por sua vez, é formado por rochas aquecidas, as quais se movimentam constantemente e empurram as placas, aproximando-as ou distanciando-as umas das outras. Há vários tipos de movimento das placas, porém os mais importantes são: convergente (quando se chocam) e divergente (quando se movimentam em direções contrárias).

Os abalos sísmicos podem ocorrer pela movimentação das placas tectônicas, por atividades vulcânicas e por desmoronamentos da estrutura interna da Terra. Em todos os casos, acumula-se uma imensa quantidade de energia, levando a Terra a tremer.

Quando esses abalos ocorrem nos continentes são chamados de terremotos; já quando acontecem nos oceanos correspondem aos maremotos, que podem resultar na formação de ondas gigantescas denominadas tsunamis.

A intensidade dos tremores varia bastante, mas não há um limite máximo. Sua força é medida por um aparelho chamado sismógrafo. A escala mais utilizada para determinar a energia liberada é a Richter, em alusão ao seu criador, Charles Francis Richter.

De forma geral, os abalos de 3.5 pontos ou menos são raramente percebidos; de 3.5 a 6.0 são sentidos, mas não são muito perigosos; entre 6.1 e 6.9, podem ser destrutivos e causar estragos em um raio de 100 quilômetros de onde ocorreu; entre 7.0 e 7.9, causam sérios danos em áreas maiores; e de 8 em diante são imensamente destrutivos. No Haiti, o terremoto ocorrido em 12 de janeiro de 2010 chegou a 7.0 de magnitude; já o do Chile, em 27 de fevereiro, registrou 8.8 pontos, ambos megaterremotos que deixaram suas fatais consequências.
Depois disso tudo, você deve estar se perguntando: e o Brasil, por que não é afetado por terremotos? Na verdade, não ocorrem terremotos de grande intensidade, pelo fato do País estar localizado no centro de uma placa tectônica – a Sul-Americana –, e os maiores abalos ocorrerem nas bordas das placas.