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Estudo a distância exige comprometimento do aluno


Fazer um curso de especialização foi sempre um sonho da professora Elizabeth Vieira Borges, de Rio Verde, Goiás. O desejo, muitas vezes adiado por razões financeiras, começou a ser realizado em outubro de 2009, quando Elizabeth ingressou no curso de especialização em Metodologia do Ensino Fundamental, modalidade a distância, no Centro de Ensino e Pesquisa Aplicada à Educação da Universidade Federal de Goiás (UFG).

“Agora, estou tendo a chance de realizar esse sonho. Através dele quero fazer a diferença na educação e, consequentemente, obter valorização profissional e satisfação pessoal”, diz a professora, que tem formação em Normal Superior. Com 22 anos de magistério, Elizabeth trabalha há 13 na Escola Municipal de Educação Fundamental Rosalina Borges, onde atua como coordenadora pedagógica do 1º ao 5º ano do Ensino Fundamental.

Ela diz que está gostando muito do curso, que tem duração de um ano e meio, embora não esteja sendo fácil como imaginava: “essa modalidade exige muito comprometimento por parte do aluno, ou seja, um grande compromisso com a própria aprendizagem”, salienta. Segundo Elizabeth, a educação a distância requer que o estudante organize seu tempo, se dedique aos estudos e pesquisas e seja participativo nas discussões em fóruns e demais atividades on-line e presenciais, pois é avaliado, rigorosamente, a todo instante.

“Os estudos e discussões em fóruns têm contribuído ricamente no aperfeiçoamento da minha prática pedagógica, pois aprender é um exercício constante para quem deseja ampliar seus conhecimentos”, acredita a professora. Em sua opinião, o ensino a distância oferece várias oportunidades de conhecimento, crescimento e troca de informações, onde a verdadeira educação se dá em um ambiente de interação, crítica, e trabalho em conjunto, o que garante uma reflexão e construção baseada em pesquisas, orientações, ações conjuntas e colaborativas.

Colega de Elizabeth na Escola Rosalina Borges, Rita de Cássia Oliveira também participa de um curso a distância. Formada em pedagogia, ela agora faz uma segunda graduação, em história, graças à oportunidade aberta pelo Plano Nacional de Formação dos Professores da Educação Básica, ação conjunta desenvolvida entre o MEC, instituições públicas de educação superior e secretarias de educação de estados e municípios. Os professores interessados em participar de cursos se inscrevem em um sistema desenvolvido especialmente para esse fim: a Plataforma Freire.

Com esse curso, iniciado em fevereiro último, Rita espera conquistar novas oportunidades na área profissional. Segundo ela, a experiência está sendo formidável, embora perceba, a cada dia, que exige muita dedicação. “Não é fácil estudar praticamente só, mas a vantagem é que o horário é flexível, pois sou eu quem o determino”, enfatiza a professora do ensino fundamental, que também dá aulas na Escola Filadelfo Jorge da Silva Filho.

Fonte: Portal MEC

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