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FAC contagia plateia de alegria apresentando mundo mágico do circo


Grita, palhaço, que o teu canto é poesia
Leva no riso a fantasia daquela menina
Que um dia sonhou em ser uma bailarina
E quis fazer piruetas na corda bamba da vida

Canta, palhaço, que a tua voz é melodia
Abrem-se as cortinas e a menina aplaudia
(...)
O palhaço e a bailarina, de Alex Cruz

Adivinhe só sobre o que estamos falando: por onde passa faz barulho, chama a atenção e indica que a alegria chegou. Feito de estrutura metálica, oferece uma visão frondosa de lonas coloridas e arquibancadas dispostas em formato circular, que abraçam o que é conhecido como picadeiro. Falar dele lembra pipoca, algodão doce, palhaço e, claro, a famosa frase "respeitável público". Fácil, não é? Estamos falando do circo, diversão que data da Antiguidade e já serviu de inspiração para as artes plásticas, a música e o cinema. De tão significativo, com suas variadas atrações, foi retratado no 22º Festival de Arte e Comunicação (FAC), realizado em 19 e 20 de novembro, no teatro da UNIP Indianópolis.

Com a temática E o circo o que é? Surpresa, alegria, emoção!, os alunos 2º ao 5º ano esbanjaram criatividade em performances para todos os gostos: coral, apresentação de instrumentos musicais, danças, mágicas, mímicas e palhaçadas que arrancaram gargalhadas da plateia.

Logo na abertura, uma surpresa suave aos ouvidos veio com a execução de flautas doces da canção Alegria, do diretor musical do Cirque du Soleil, René Dupéré. Em seguida, teclados, pratos, cornetas, tambores, violão e bateria foram produzindo ritmos variados e harmonizados com a atuação dos alunos. Coral e flautas cederam lugar para a dança Vamos dar piruetas?, em alusão à música Piruetas, de Chico Buarque de Holanda e, ainda do mesmo artista, Bicharada serviu de inspiração para a coreografia de Os Saltimbancos.

Quem gosta de frevo aplaudiu forte e fartou-se com as imagens de roupas e adornos coloridos que fizeram parceria com o tradicional guarda-chuva, característico do molejo pernambucano. Dança com bambolês também teve? Sim, e foi um arraso. Escolha certa, Charles Chaplin, o famoso artista e diretor londrino, foi homenageado. É de Chaplin a seguinte frase: "Se tivesse acreditado na minha brincadeira de dizer verdades, teria ouvido verdades que teimo em dizer brincando; falei como um palhaço, mas jamais duvidei da sinceridade da plateia que sorria."

Pipoca, mágico, palhaço e maçã do amor tomaram o FAC por completo. O pipoqueiro, representado em dança, distribuiu a guloseima para os presentes.

O mágico profissional abusou do ilusionismo e os alunos mostraram como um truque pode ser perfeito.

O palhaço, com dois companheiros engraçadíssimos, promoveu o maior rebuliço, ganhando as risadas dos presentes.

Para a maçã do amor houve até dança, cujo figurino levava a formosa fruta enfeitando os cabelos das meninas. Malabaristas, trapezistas, marionetes e a bailarina, figura tão estimada do palhaço, também foram lembrados.

Há sete anos, o festival dá espaço também à premiação dos vencedores do Concurso de Poesias, evento que vem atraindo espontaneamente alunos de 4º e 5º anos para a produção de textos, em prosa ou em verso.

Enfim, falar sobre tudo o que proporcionou o Festival de Arte e Comunicação deste ano é tarefa difícil, dada a diversidade de ideias e conhecimento ali oferecidos. Por isso, esse espetáculo merece mesmo o "bravo, bravo" da canção de Chico Buarque.

Circo das Artes

O Colégio Objetivo valoriza a arte circense, pois ela é importante aliada no desenvolvimento da criança. Na década de 1980, o Objetivo lançou o Circo das Artes, em Brasília, para alunos da Educação Infantil e do Ensino Fundamental. A intenção era fazer com que exercitassem a habilidade de artista e pesquisador. Uma lona colorida abrigava atividades artísticas e avançada tecnologia educacional. Também nos anos 80 foi lançado o FAC, atividade voltada a alunos do 2º ao 5º ano e que propicia a expressão por meio de canto, dança, música, teatro e declamação de poemas.

Confira as fotos do 22º Festival de Arte e Comunicação (FAC):

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