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Alunos do Objetivo ficam entre os melhores do mundo no Torneio Internacional de Jovens Físicos


Em meio a 28 delegações vindas de cinco continentes, Brasil saiu premiado com medalha de bronze, resultado que só havia alcançado em 2005 e 2006.

Os estudantes brasileiros mais uma vez mostraram que estão preparados para representar o País no exterior. No Torneio Internacional de Jovens Físicos (IYPT, na sigla em Inglês), realizado de 20 a 29 de julho, na cidade de Bad Saulgau (Alemanha), a delegação brasileira – composta, entre outros, pelos alunos do Objetivo  João Gabriel Faria e Miranda, Ibraim Rebouças, Liara Guinsberg e Bárbara Cruvinel Santiago – conquistou medalha de bronze, sagrando-se com a 10ª colocação geral. O prêmio coloca o Brasil à frente da Rússia (onde a competição foi iniciada), Nova Zelândia, França, Austrália, Reino Unido e Holanda.

Segundo o professor Thiago Serra, um dos líderes da equipe, a conquista coloca de forma definitiva o País entre os melhores do mundo no que diz respeito às olimpíadas científicas. Ela adquire ainda mais importância se verificarmos a evolução apresentada pelo Brasil, que vinha apenas da 17ª colocação em 2007 (Coreia do Sul) e da 15ª colocação em 2011 (Irã), nos dois casos com 21 participantes (o Brasil não participou em 2008, 2009 e 2010). “A medalha de bronze mostrou que a seleção e o treinamento dos alunos brasileiros estão no caminho certo, e que o Brasil tende a crescer cada vez mais nessa olimpíada. Esse resultado pode ser considerado um dos melhores da História, já que a medalha de bronze de 2006 veio com a 13ª colocação e o bronze de 2005, apesar da 7ª colocação, foi conquistado em um torneio com 24 participantes. Em 2004, 2007 e 2011 o país não conseguiu medalhas”, explica o professor Thiago.

Conhecido como a Copa do Mundo da Física, o IYPT transcorre totalmente na língua inglesa, propondo aos participantes o debate de problemas da Física presentes no cotidiano, explanados no que é conhecido como Physics Fights. Com duração de 50 minutos cada, nesta 25ª edição foram realizados cinco Fights, com os integrantes das equipes atuando como relatores (apresenta a solução de um problema), oponentes (aponta falhas da relatora e expõe aspectos positivos da apresentação) e avaliadores (avalia as atuações das duas equipes), tal qual prevê a regra. As questões não têm uma única resposta e são necessários meses de pesquisa para chegar à resolução. Conheça os problemas em www.iypt.com.br/problemas/2012port.pdf).

Segundo a aluna Liara Guinsberg, os três primeiros Fights renderam posições ascendentes na classificação total dos países, mas após o terceiro o Brasil atingiu o 5º lugar, melhor classificação parcial que já obteve no IYPT. “O quarto fight foi satisfatório. Nosso grupo recebeu as maiores notas dos jurados mais rígidos e conhecedores do torneio, incluindo o líder da equipe da Coreia. Foram resultados muito importantes”, explica.

No quinto fight, a apresentação de Liara, como oponente do time da Holanda, rendeu-lhe elogios do criador do IYPT Evgeny Yunosov, fato que a incentivou ainda mais a participar novamente em 2013, e mostrou que a equipe estava estruturada e preparada para a competição. De fato, ela acrescenta que, como o Brasil ainda é novo nesta olimpíada, os jurados surpreendiam-se com o desempenho, chegando a parabenizar a equipe pela atuação. “Ouvíamos o nome Brasil quando passávamos para algum fight ou mesmo no tempo livre, no hotel ou nos passeios”.

“Para se ter ideia do nível dos problemas apresentados, algumas das resoluções são divulgadas na forma de artigos em publicações científicas reconhecidas mundialmente, como, por exemplo, no Jornal Europeu de Física (European Jornal of Physics). Tais revistas são conhecidas pelos artigos publicados por professores e alunos universitários!”, conta entusiasmado Thiago.

Além da dificuldade dos problemas, o IYPT trouxe a todos os participantes desafios que foram além dos fights, como, por exemplo, a diferença de fusos horários, lugar, clima e alimentação, além, é claro, da utilização irrestrita do Inglês.

Uma curiosidade desta edição ficou por conta da distribuição das medalhas que, pela primeira vez, foi feita como um conjunto. “O capitão de cada time medalhado recebeu sete medalhas enquadradas, formando uma espécie de hexágono (com a 7ª medalha no meio). Na parte da frente todas são iguais, porém juntas formam ao fundo um desenho específico. No caso da medalha de bronze recebida pela equipe brasileira, as sete medalhas juntas têm o desenho do sistema solar no exato momento da entrega. Simplesmente espetacular!”, finaliza  o líder.

Para chegar ao Torneio na Alemanha
A classificação da equipe brasileira para o mundial veio com a conquista de medalhas de ouro e prata na edição brasileira do Torneio (IYPT Brasil), ocorrido de 4 a 6 de maio, nos campi da UNIP/Cidade Universitária e USP/Poli. Na ocasião, estiveram presentes 20 equipes vindas de escolas de 15 cidades e sete Estados: São Paulo, Rio de Janeiro, Paraná, Minas Gerais, Goiás, Paraíba e Piauí.

O Colégio Objetivo classificou quatro equipes: medalha de ouro para a Zero Kelvin e prata para Gatos de Schrödinger, Ebola e Quantum. Cada um desses times escolheu um dos seus integrantes para compor um grupo único, com vista à participação na Alemanha.

Para chegar à final, as equipes primeiramente enviaram relatórios científicos, contendo a resolução de 5 de 17 problemas em Física . As soluções foram avaliadas por um júri, que levou em conta os conceitos físicos, a teoria utilizada, a metodologia experimental e a análise dos resultados.

Os 20 melhores relatórios classificaram as equipes para os chamados Physics Fights (PFs), realizados na UNIP. Os times discutiram a resolução de alguns dos problemas previamente selecionados por um comitê internacional.  As equipes se revezavam nas funções de relator, oponente e avaliador.