18 de julho

  • Dia Mundial dos Veteranos de Guerra
  • Dia Nacional do Trovador
Falecimento
Outros fatos


1697 — Morre Padre Antonio Vieira

Antonio Vieira nasceu em 6 de fevereiro de 1608. Foi religioso, orador e escritor português da Companhia de Jesus, uma das ferramentas utilizadas pela Igreja Católica para reagir aos avanços da fé protestante.

Amigo e confidente de D. João IV, atuou como diplomata estabelecendo relações com vários países do velho e novo continentes.

No Brasil, agiu como missionário no Maranhão, promovendo a evangelização dos nativos que habitavam a região. Engajado na causa indígena, chegou a viajar para Lisboa a fim de obter novas leis favoráveis a esse povo.

Foi a favor da abolição da escravatura e o fim da distinção entre velhos cristãos e novos cristãos (judeus convertidos); e contrário à Inquisição e seus apoiadores. Na literatura, teve papel principal na introdução do movimento Barroco no País.

Morreu aos 89 anos, em 18 de julho de 1697.


1721 — Morre Antoine Watteau

Um dos mais brilhantes e originais artistas do século XVIII, Antoine Watteu nasceu em 10 de outubro de 1684, em Valenciennes, uma pequena cidade ao norte da França. Foi um dos responsáveis pelo desenvolvimento do estilo rococó naquele país e, em suas obras, procurou explorar temas como o teatro, a aristocracia francesa e paisagens campestres.

Iniciou sua carreira aos 18 anos, em um estúdio em Paris, onde reproduzia quadros de outros artistas. Por volta de 1705, começou a trabalhar para o pintor Claude Gillot, de quem assimilou conhecimentos sobre a commedia dell’arte. Foi Gillot quem apresentou o jovem artista a Claude Audran III, especialista em ornamentos e decoração de interiores. Trabalhando sob a influência desses dois grandes mestres, Watteau amadureceu seu estilo, incorporando à sua arte elementos teatrais e arabescos, entre outras características.

Apesar de ter obtido treinamento não convencional, Watteau foi aceito para competir ao Prêmio de Roma na Academia Royal de Pintura e Escultura, conquistando o segundo lugar, em 1709. Três anos mais tarde, com o apoio do pintor francês Charles de La Fosse, é definitivamente aceito pela Academia. Como seu estilo inovador não se encaixava em nenhuma categoria estabelecida pela hierarquia acadêmica, recebeu o título de pintor de festas galantes.

Com engenhosidade e determinação, Watteau continuou sua educação artística copiando, do acervo de Pierre Crozat — um bem-sucedido banqueiro e colecionador de arte —, trabalhos de Rubens (pintor barroco) e de artistas italianos do século XVI.

Embora tenha se limitado ao giz, Watteau explorou ao máximo essa técnica de desenho. Seus primeiros estudos são em giz vermelho com eventual adição de giz preto, como em Savoyarde. Por volta de 1715, agregou giz branco à mistura.

Apesar de Watteau não ter inventado a técnica dos trois crayons, ou três gizes (Rubens e La Fosse, entre outros, tinham-na usado antes dele), seu nome sempre estará associado a essa prática.
Antoine Watteau morreu em 18 de julho de 1721, vítima de tuberculose.


1967 — Morre Castello Branco

Humberto de Alencar Castello Branco, nascido em 1900, em Fortaleza, foi o primeiro presidente do regime militar instaurado pelo Golpe de 1964.

 

Em 1918, Castello Branco ingressou na infantaria da Escola Militar de Realengo (RJ). Três anos depois, foi declarado aspirante oficial, designado para o 12º. Regimento de Infantaria de Belo Horizonte. E alcançou, em 1923, o posto de primeiro-tenente. Quando capitão estudou na École Supérieur de Guerre (França), onde aprendeu técnicas de domínio sociopolítico, táticas militares, além de noções de publicidade e censura. Ao se tornar tenente-coronel foi para os Estados Unidos, estudar na Fort Leavenworth War School, a fim de aprimorar conhecimentos sobre tática e estratégia militar e cultura bélica norte-americana.

 

No governo de João Goulart foi chefe de Estado-Maior do Exército e um dos líderes do golpe que depôs esse presidente, em 31 de março de 1964.

 

Indicado por ministros militares, tornou-se presidente da República em 15 de abril de 1964. Entre seus pares era considerado representante de uma linha moderada. Castello Branco dizia defender um retorno rápido à vida democrática após a realização de algumas reformas que julgava necessárias, porém não foi o que aconteceu.

 

Ao iniciar seu governo, o general enfatizou a necessidade de combater a crise econômica e financeira, anunciando medidas desenvolvimentistas e de controle inflacionário. Procurando abrir caminho ao capital internacional, o presidente revogou a Lei de Remessa de Lucros, assinada por João Goulart, em janeiro de 1964, e eliminou os limites ao montante de capitais que as empresas estrangeiras poderiam enviar às suas sedes no exterior.

 

O militar foi o responsável pela criação de projetos como o do Novo Código Tributário, o Estatuto da Terra, o Banco Central, a Lei do Mercado de Capitais e o Código de Minas, assim como o SNI (Serviço Nacional de Informações), órgão concebido nos moldes da CIA americana. Também fechou o Congresso Nacional e extinguiu o pluripartidarismo, além de organizações como a UNE (União Nacional dos Estudantes), CGT (Comando Geral dos Trabalhadores) e as Ligas Camponesas.

 

Seu mandato durou até 1967. Morreu no mesmo ano, vítima de um acidente aéreo, em sua cidade natal.


1994 — Nelson Mandela torna-se o primeiro negro a assumir a presidência da África do Sul

Em 1994, ocorreram pela primeira vez na África do Sul eleições multir-raciais para a presidência da república, e Nelson Mandela foi escolhido para ocupar o cargo.

Nascido em 18 de julho de 1918, Mandela é considerado um guerreiro na luta pela liberdade e pelos direitos sociais dos negros e mestiços de seu país, além dos indianos, que formavam uma grande colônia em território sul-africano.

Enquanto estudava Direito, se envolveu com o movimento estudantil e, posteriormente, uniu-se ao Congresso Nacional Africano (CNA), no qual fundou a Liga Jovem, em parceria com os amigos dos tempos de universidade, Walter Sisulu e Oliver Tambo.

Em 1960, depois do massacre de Sharperville, ocasião em que a polícia sul-africana abriu fogo contra manifestantes, deixando 69 pessoas mortas e 180 feridas, Mandela e seus colegas aceitaram recorrer às armas em seus atos públicos. No ano seguinte, ele se tornaria o comandante do braço armado do CNA, posição na qual coordenou campanhas de sabotagem contra alvos do governo e participou de treinamentos paramilitares.

Após ter sido delatado pela Agência Central de Inteligência Americana (CIA) às autoridades sul-africanas, Mandela foi preso e, em 1964, condenado à prisão perpétua sob acusações de sabotagem e conspiração contra a África do Sul. O líder reconheceu a primeira acusação, mas negou a segunda. Depois de ter passado 27 anos na cadeia, foi libertado em 11 de fevereiro de 1990, como resultado de intensa campanha do CNA e forte pressão internacional.

Em 1994, sucedeu o presidente Frederik Willem de Klerk, que assinara sua libertação e já havia iniciado o movimento de libertação no país. O governo de Mandela, apesar de ser considerado o marco do fim do regime separatista, sofreu várias crises, sobretudo pelo recrudescimento dos conflitos interraciais promovidos por Mangosuthu Buthelezi, líder zulu que o acusava de traição aos negros.