26 de janeiro

    Falecimento


    1823 – Morre Edward Jenner

    Edward Jenner, médico inglês descobridor do processo de imunização por vacina, nasceu em 18 de maio de 1749, em Berkeley, Inglaterra. Aos 14 anos, era aprendiz de um grande cirurgião de seu povoado. Estudou Medicina em Londres e, em 1772, voltou à sua terra natal.

    Para testar os conhecimentos adquiridos na faculdade, decidiu fazer investigações sobre a varíola, uma das doenças mais temidas na época.  Intrigado com uma crença popular segundo a qual aqueles que já tivessem contraído a varíola bovina estariam imunes à varíola humana, Jenner resolveu pesquisar o assunto.

    Em 1796, o médico retirou secreções das feridas de uma ordenhadora que havia contraído a varíola bovina e as inoculou em um garoto saudável. O menino contraiu a doença, mas logo se recuperou. Então, dando continuidade ao experimento, Jenner injetou, no mesmo garoto, o material colhido de ferimentos de varíola humana. Apesar dessa modalidade da doença ser fatal, o menino se mostrou imune. Assim surgiu a vacina, cujo nome deriva do latim vacca, em referência ao animal.

    Satisfeito com o resultado de seus estudos, Jenner comunicou a descoberta à Royal Society de Londres e, em 1798, relatou seus experimentos no livro An inquiry into the causes and effects of the variolae vaccinae, a disease known by the name of cowpox. A princípio, a Royal Society não lhe deu atenção, mas sua técnica de imunização difundiu-se rapidamente pela Europa, à medida que outros médicos reconheciam a eficácia do processo de vacinação.

    Edward Jenner morreu em 26 de janeiro de 1823, em sua cidade natal.


    1931 — Morre Graça Aranha

    José Pereira da Graça Aranha foi escritor, diplomata e um dos fundadores da Academia Brasileira de Letras (ABL).

    Nascido no Maranhão, em 1868, cresceu em meio a uma família abastada e culta, que lhe possibilitou graduar-se em Direito pela Faculdade do Recife.

    Formado em 1886, exerceu a magistratura na cidade de Porto do Cachoeiro, no Espírito Santo, experiência que lhe proporcionou material para a escrita de sua mais notável obra literária, o romance Canaan, publicado em 1902, que introduziu o pré-modernismo no Brasil juntamente com Os Sertões, de Euclides da Cunha. Consagrado, a convite de Machado de Assis, Joaquim Nabuco e Lúcio de Mendonça, ingressou em 1897 na Academia Brasileira de Letras, todavia a ABL só entrou em funcionamento em 1898.

    Coube a Graça Aranha também a abertura da Semana de Arte Moderna (1922) com a conferência A Emoção Estética na Arte Moderna, que se constituiu em uma clara demonstração de apoio aos vanguardistas.

    Em 19 de junho de 1924, em sessão solene, Aranha desligou-se da Academia Brasileira de Letras, lendo o texto O Espírito Moderno, no qual disse que "A fundação da Academia foi um equívoco e foi um erro".

    São também obras de Graça Aranha: a peça de teatro Malazarte (1911), o romance A Viagem Maravilhosa (1929) e ensaios como A Estética da Vida (1920), Correspondência de Machado de Assis e Joaquim Nabuco (1923), Futurismo. Manifesto de Marinetti e seus Companheiros (1926).

    O escritor faleceu no Rio de Janeiro, deixando incompleta a autobiografia O meu próprio Romance.