18 de novembro

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Nascimento
Falecimento


1787 — Nasce Jacques Daguerre

Louis-Jacques Mandé Daguerre, considerado um dos pais da fotografia, nasceu em 1787 e morreu em 1851 na França.

 

Comerciante, pesquisador, físico e desenhista de cenários teatrais, Daguerre conseguiu aprimorar o método de fixar uma imagem pela ação direta da luz — anteriormente criado por seu sócio, Joseph Nicéphore Niépce, que usara placas de vidro revestidas de betume — substituindo-as por chapas de cobre sensibilizadas com prata e tratadas com vapor de iodo, sendo a imagem revelada ao entrar em contato com o mercúrio, resultando num procedimento batizado de daguerreotipia.

 

Apesar de ter se tornado popular, o processo apresentava algumas inconveniências: o tempo de exposição da imagem a ser fixada era razoavelmente longo, cerca de 30 minutos, o que, para registrar pessoas, por exemplo, não era muito prático, pois exigia que elas ficassem imóveis por esse período; não era, ainda, possível obter cópias dessa imagem, que, além disso, exigia muito cuidado no manuseio.

 

Apesar disso, teve habilidade comercial para negociar seu invento com o governo francês, recebendo por ele generosa pensão vitalícia.
Daguerre também inventou o Diorama, um teatro de efeitos de luz de velas.


1814 — Morre Aleijadinho

Antônio Francisco Lisboa, o Aleijadinho, nascido em Vila Rica, hoje Ouro Preto (Minas Gerais), foi um dos maiores representantes da arte barroca do Brasil. Era filho de Manuel Francisco Lisboa, mestre-de-obras português, um dos primeiros a atuar como arquiteto em Minas Gerais, e de uma escrava chamada Isabel.

 

Na educação formal cursou apenas a escola primária. Sua formação artística se fez no convívio da oficina do tio, Antônio Francisco Pombal, entalhador em Vila Rica, e nas obras do pai.

 

O apelido veio da doença, contraída por volta de 1777, que aos poucos foi deformando suas extremidades. Uns sugerem sífilis, outros lepra, tromboangeíte obliterante ou ulceração gangrenosa das mãos e dos pés. De concreto sabe-se que após perder os dedos dos pés, ele passou a andar de joelhos, protegidos por pedaços de couro. Quando o mesmo aconteceu com os dedos das mãos, passou a ter suas ferramentas de trabalho amarradas aos punhos pelos ajudantes.

 

Aleijadinho tinha mais de 60 anos quando realizou suas obras mais conhecidas: as estátuas em pedra-sabão dos 12 profetas (1800-1805), no adro da igreja, e as 66 figuras em cedro que compõem os passos da Via Crucis (1796), dispostas no santuário de Nosso Senhor Bom Jesus de Matosinhos, em Congonhas do Campo. Na ladeira em frente à igreja, compondo o conjunto arquitetônico do santuário, foram construídas seis capelas chamadas de Os Passos da Paixão de Cristo. Em cada uma delas um conjunto de esculturas, estátuas em tamanho natural, lembra a paixão de Cristo.

 

Progressivamente a doença tomou o escultor, que se afastou cada vez mais da sociedade, relacionando-se, ao final, apenas com dois escravos e ajudantes. Nos dois últimos anos de vida estava totalmente cego e impossibilitado de trabalhar.

 

Morreu em 1814, em Vila Rica, pobre, seu reconhecimento artístico chegando muitos anos após sua morte.