Breve história da China
A China tem uma história de mais de 4 mil anos. Datam dessa época seus primeiros registros escritos. A atividade agrícola foi a base econômica que estabeleceu os alicerces dessa sociedade.
A dinastia Xia foi a primeira a firmar-se no poder em território chinês. Nesse período foi implantado o escravismo como base da produção econômica.
Dinastias posteriores como a Shang e a Chou do Oeste aprimoraram esse sistema. Também nesse período o povo já dominava a técnica de produção e manipulação do bronze para produzir instrumentos.
O declínio dessas dinastias conduziu a sociedade para o chamado “período feudal chinês”, caracterizado, além disso, por acentuado avanço em diversas áreas — como a de produção do aço —, e o florescimento da atividade intelectual. Grandes pensadores, como Confúcio, surgiram nessa época.
A centralização do poder político ocorreu no período subsequente, na dinastia Qin. Sistema monetário e de escrita foram unificados, e, como medida para defender o território, a construção da Grande Muralha. Nesse período, também foram erguidos grandes palácios, demonstrando o desenvolvimento da arquitetura chinesa.
Enquanto a guerra destruía as construções, no subsolo resistiam artefatos importantes e muito apreciados atualmente, como as estátuas de terracota dos guerreiros de Xianyang.
A derrota dos sucessores de Qin trouxe uma nova linhagem na liderança da China: a dinastia Han, que proporcionou grande prosperidade. Esses governantes derrotaram os hunos, e, patrocinando construções importantes, estabeleceram a chamada Rota da Seda, que ligou o comércio chinês ao Ocidente.
Após a fase de grande progresso, formaram-se, a seguir, os chamados Três Reinos (Wei, Shu e Wu), com um histórico de lutas internas e iniciativas de exploração agrícola do sul.
Sucederam-se algumas dinastias — Jin, do Sul, do Norte e Sui — até um novo êxito, com a “política de Zhenguan”, da dinastia Tang, e o retorno ao feudalismo.
Outra sucessão de linhagens ocorreu até que o neto de Gengis Khan, Kublai, alcançou o sul, instaurou a dinastia Yuan e transferiu a capital para Dadu (Beijing).
Foi a partir dessa época que muitos viajantes de regiões distantes, como Marco Polo, visitaram e divulgaram a cultura da China para outras partes do mundo.
No século XIV teve início a dinastia Ming, que se destacou pelo grande desenvolvimento da agricultura e do artesanato. Em seguida a etnia manchu do nordeste estabeleceu a dinastia Qing, e manteve-se na liderança até 1911, quando chegou ao fim a longa fase imperial da China.
No início do século XX, Pu Yi ocupava o trono chinês. No entanto, nacionalistas aliaram-se aos comunistas para planejar a substituição do sistema imperial pela República Chinesa.
O Massacre de Xangai, ocorrido a seguir, foi um confronto entre nacionalistas e comunistas. Estes fugiram para as montanhas de Kwangsi, de onde posteriormente empreenderam a Longa Marcha, retomaram o poder em 1949 e expulsaram os nacionalistas para Taiwan. Estavam constituídas, assim, duas repúblicas, cada uma reivindicando exclusivamente para si ser a legítima representante do povo chinês.
No momento em que o panorama internacional estava dominado pela Guerra Fria, por influência norte-americana, inicialmente a ONU reconheceu a República Nacionalista da China, de Taiwan, como a verdadeira detentora desse papel. No entanto, a posterior aproximação entre China e EUA nos anos 70, transferiu para a República Popular da China essa distinção.
Após a morte de Mao-Tsé Tung em 1976, o país precisou enfrentar o desafio de crescer. “Comunismo de mercado” é designação de sua estratégia econômica assumida a partir de então.
PARA ONDE CAMINHA O GIGANTE
Muito se tem escrito e falado sobre a China, país onde tudo parece superlativo: população, consumo, produção, crescimento industrial… Nos grandes centros econômicos do mundo, a preocupação é em como fazer o melhor “negócio da China”. Para isso, interessados estudam o mandarim, além de costumes e tradições chinesas, a fim de não cometerem gafes nas negociações.
Por outro lado, a OMC — Organização Mundial do Comércio — está sempre ameaçando o país asiático com sanções econômicas, por estarem os chineses constantemente copiando produtos sem pagar os devidos direitos autorais, os royalties, ou seja, por estarem praticando pirataria.
O sistema de produzir sem preocupação com a qualidade, por incrível que pareça, teve início no Japão, no final da década de 50 e início da década de 60. Na época, os japoneses perceberam que o controle de qualidade seria importante para manter um mercado internacional para seus produtos. Ao mesmo tempo, em alguns locais como Coréia do Sul, Taiwan, Cingapura e Hong Kong — os chamados “tigres asiáticos” — o Japão passou a incentivar produção em larga escala, voltada para a exportação.
Esse modo de produção industrial era condenado pela China, pois representava a afronta capitalista. Mas as coisas mudaram. Com o fim da era de Mao Tsé Tung, seu sucessor, Deng Chiao Ping, modernizou parte do país e incentivou em algumas áreas a adoção desse sistema, no qual o que importa é a quantidade, não a qualidade. Os produtos são vistosos, mas com prazo de validade muito curto: quebrou, parou, joga-se fora, não há como consertar. Isso, no entanto, não tem sido um entrave para suas vendas, pois no mundo todo há compradores ávidos por quinquilharias como aparelhos de som com funções inúteis e relógios com ponteiros sem utilidade.
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