Rio Amazonas
Conta a mitologia que havia na Grécia antiga um grupo de mulheres que, consideradas guerreiras, não admitiam homens entre elas. Essas guerreiras chamavam-se amazonas.
No ano de 1540, o espanhol Francisco Orellana fez uma viagem de exploração à América do Sul e percorreu um grande rio que atravessava a mais misteriosa das florestas. Ao avistar, nas margens, grupos de índias com feições desconfiadas e cabelos longos, julgou ter encontrado o reino das amazonas. Dessa forma, Orellana batizou o rio com esse nome.
O Rio Amazonas possui 7.100 km de extensão, um volume de 200.000 m3 de água por segundo, com uma velocidade média de 2,5 km por hora. É o eixo da bacia hidrográfica amazônica e se estende por vasta área da floresta. Sua nascente fica na Cadeia Ocidental dos Andes (Peru), e a foz, no Oceano Atlântico, próximo à ilha de Marajó. Nasce com o nome de Vilcanota, mas ao atravessar quase todo o Peru muda de nome três vezes: Urubanda, Ucaiali e Marañon.
Além do Peru, ele passa pela Colômbia e, no Brasil, corta os Estados do Amazonas e do Pará, no sentido oeste-leste. Quando atinge nosso País, recebe o nome de Solimões e só passa a se chamar Amazonas quando suas águas encontram-se com as do Rio Negro, um dos seus inúmeros afluentes. Por falar em afluentes, os principais são: Japurá, Negro, Trombetas e Jarí (na margem esquerda); e Juruá, Purus, Madeira, Tapajós e Xingu (na margem direita). Existem, ainda, cursos d’água que recebem nomes regionais, como os paranás-mirins, furos e igarapés. Os paranás-mirins, ou “rios pequenos”, são braços de rio que contornam ilhas fluviais. Os furos são canais naturais que unem os rios entre si ou que desembocam em lagos, em paranás-mirins, ou até mesmo em outros furos. Igarapés, ou “caminhos da água”, são pequenos cursos d’água geralmente “escondidos” na floresta, que percorrem os terrenos normalmente livres de inundações.
Por ter pouca inclinação, o Amazonas é um rio tipicamente de planície e apresenta fenômenos muito interessantes. Um deles, chamado “terras caídas”, consiste no desmoronamento das margens devido à pequena resistência destas quando formadas por sedimentos terciários. Há também a pororoca: um estrondoso encontro das águas do mar com as dos rios, caracterizado por grandes ondas que se movem em alta velocidade e emitem um barulho que pode ser ouvido até duas horas antes da junção das águas propriamente dita.
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