Guilhermo Cutrim Costa, campeão em olimpíadas científicas, é admitido no MIT


Guilhermo Cutrim Costa, campeão em olimpíadas científicas, é admitido no MIT


Das salas de aula do Colégio Objetivo Integrado diretamente para o Massachusetts Institute of Technology (MIT), em Cambridge, nos EUA: Guilhermo Cutrim Costa, 18 anos, foi admitido na instituição.

O aluno tem motivo para comemorar.O MIT é um dos principais centros de estudo e pesquisa em ciências, engenharia e tecnologia do mundo e presença garantida no topo dos maiores rankings de qualidade na Educação. Seus ex-alunos e professores já ganharam dezenas de prêmios Nobel.

O início das aulas está previsto para setembro, e Guilhermo pretende cursar Ciência da Computação, Economia e Ciência de Dados.

Aluno do Colégio Objetivo desde a 5º ano do Ensino Fundamental, o estudante também foi aprovado em Engenharia da Computação na USP, por meio das vagas olímpicas, e em Ciências da Computação pelo processo seletivo tradicional.

É difícil falar de Guilhermo sem mencionar as olimpíadas científicas. Sua primeira participação foi no 7º ano do Ensino Fundamental. Hoje, suas conquistas somam 30 medalhas, três delas internacionais: ouro na Olimpíada Internacional de Economia (IEO) e prata na Olimpíada Internacional de Física (IPhO) e no Torneio Internacional de Jovens Físicos (IYPT).

“Essas conquistas foram fatores importantes. Por meio delas, pude demonstrar excelência acadêmica, iniciativa e paixão por aprender. A cultura do MIT combina muito com aquela que encontrei nas aulas de olimpíadas científicas no Colégio Objetivo.” 

Guilhermo lembra com muito carinho de ex-alunos do Objetivo, fontes inspiradoras, admitidos em importantes universidades, como Harvard e MIT. “Histórias do Ivan Tadeu, do Gustavo Haddad e Hugo Marrochio, ex-alunos do Objetivo que participaram de olimpíadas científicas e se formaram no MIT, me inspiraram e me deram a esperança de que o sonho de estudar na melhor universidade do mundo é possível.”

O Portal Objetivo acompanha sua trajetória e traz aos leitores um pouco de sua história. Acompanhe a entrevista:


Portal Objetivo: Você ingressou no Objetivo no 5º ano do Ensino Fundamental. Por que resolveu estudar no Colégio Objetivo?

GUILHERMO: Eu entrei no Colégio Objetivo na metade do 5º ano porque sentia que, no meu colégio anterior, eu não aprenderia tanto quanto poderia se estivesse em uma escola de maior rigor acadêmico. Procurando uma bolsa de estudos, fiz várias provas para esse fim. No final da minha busca, tive um desempenho melhor na prova de bolsa do Colégio Objetivo. Consequentemente, decidi estudar lá.

Portal Objetivo: Guilhermo, qual a fórmula para ser um bom aluno? Dedicação, família…?

GUILHERMO: Não acredito que exista uma fórmula para ser um bom aluno. É essencial dedicar-se aos estudos, é claro. No meu caso, o trajeto que me levou a ser um “bom aluno” começou com minha curiosidade, que foi encorajada por meu pai e por minha mãe. Comecei a participar de olimpíadas científicas e gostei, não só das competições, mas também da comunidade que encontrei nelas.

Portal Objetivo: Por que resolveu aplicar para o MIT?

GUILHERMO: Além de ser considerada a melhor universidade do mundo por rankings internacionais, tendo especial destaque nas áreas de Física, Ciência da Computação e Economia, sua cultura combina muito com a que encontrei nas aulas de olimpíadas científicas no Colégio Objetivo. A excelência acadêmica, combinada com um espírito curioso e bem-humorado, me atraiu ao MIT. Além disso, as histórias do Ivan Tadeu, do Gustavo Haddad e do Hugo Marrochio, ex-alunos do Objetivo que participaram de olimpíadas científicas e se formaram no MIT, me inspiraram e me deram a esperança de que o sonho de estudar na melhor universidade do mundo é possível.

Portal Objetivo: Qual a participação do Objetivo em seu ingresso?

GUILHERMO: O Departamento Internacional do Colégio Objetivo me ajudou a entender o processo de aplicação, a revisar as redações enviadas e a arrumar toda a documentação necessária para aplicar para uma universidade americana.

Portal Objetivo: O que fez para entrar no MIT? O que é exigido? Quantas fases compõem o processo? Fez provas?

GUILHERMO: O processo para aplicação para o MIT é bem diferente daquele que temos nas universidades brasileiras. Nas universidades americanas, a decisão é baseada em vários fatores.

No caso da aplicação para o MIT, é preciso enviar informações sobre sua família, as suas notas no Ensino Médio, falar sobre suas atividades extracurriculares, listar prêmios e medalhas recebidos, escrever redações sobre sua trajetória de vida, encaminhar cartas de recomendação de professores e da escola, e (opcionalmente) participar de uma entrevista e fazer algumas provas. Eu fiz o SAT (uma espécie de Enem americano, com questões de Inglês e Matemática), três SAT Subject Tests (provas de matérias específicas, mais difíceis que as questões gerais do SAT — escolhi as áreas de Matemática, Física e Literatura em Língua Inglesa), e o TOEFL (prova de Inglês, exigida para os aplicantes não-anglófonos).

É importante lembrar que a avaliação que o MIT e as outras universidades americanas fazem é holística: não existe uma fórmula que determina quem entra e quem fica de fora. Vários fatores são considerados e uma decisão subjetiva é tomada pela universidade.

Mesmo gabaritar todas as provas e ter ouros em olimpíadas internacionais não garante admissão se outros aspectos da sua aplicação, como as redações, não estão no mesmo nível de qualidade do resto da aplicação. Essa subjetividade foi uma fonte de tensão para mim no processo, porque é muito difícil saber se você está fazendo as tarefas de maneira correta. Felizmente, tive nesse processo o auxílio da Fundação Estudar e do Departamento Internacional do Colégio Objetivo.

Portal Objetivo: Ao que você deve sua admissão no MIT? A conquista das medalhas foi primordial?

GUILHERMO: Como a decisão é tomada de maneira holística, é muito difícil saber que fatores levaram à minha admissão. Entretanto, creio que a conquista de medalhas em olimpíadas científicas internacionais foi um fator muito importante na decisão, já que, por meio dessas conquistas, pude demonstrar excelência acadêmica, iniciativa e paixão por aprender. 

Portal Objetivo: Qual foi a conquista olímpica mais importante?

GUILHERMO: Escolher entre elas é muito difícil para mim, entretanto, a medalha da qual eu mais me orgulho é a medalha de prata que recebi na IPhO. Durante todo o meu Ensino Médio, eu me dediquei ao estudo da Física, e nessa medalha culminaram todos os meus esforços nessa área.

Portal Objetivo: O que te fascina em participar das olimpíadas?

GUILHERMO: O ambiente das olimpíadas científicas me motiva a seguir minha curiosidade. Os elementos competitivos das olimpíadas me ajudam a manter o foco nos estudos. A presença de uma comunidade de alunos e professores que têm uma verdadeira paixão pelo conhecimento é algo que deixa o mundo olímpico muito mais interessante, e que também me deixou muito mais motivado.

Portal Objetivo: Física é sua matéria predileta?

GUILHERMO: Aprender Física — a ciência natural por excelência — me levou a ter uma visão de mundo muito diferente. Conseguir entender o funcionamento do mundo, que aparenta ser tão misterioso, com leis matemáticas que são fundamentalmente simples é algo que realmente mudou o jeito como eu penso. Embora hoje eu esteja focado em aprender mais sobre ciência da computação e economia, a Física sempre vai ter um lugar especial no meu coração.

Portal Objetivo: Quais conselhos daria para quem deseja ingressar em uma universidade internacional?

GUILHERMO: O processo de aplicação para universidades americanas é bem mais imprevisível do que um vestibular convencional aqui no Brasil. É importante manter um alto padrão de notas na escola, é claro, mas também é essencial fazer algum projeto pessoal fora do horário escolar que mostre sua dedicação aos seus interesses.

Portal Objetivo: Dê uma dica de estudo para os alunos que desejam seguir o seu caminho.

GUILHERMO: Recomendo sempre testar o seu entendimento da matéria, seja fazendo exercícios ou explicando-a para alguém. É muito fácil ler a teoria e achar que entende a matéria, mas, na hora de fazer um exercício, você percebe que não é bem assim. Como disse o grande físico Richard Feynman, “o primeiro princípio é que você não pode se iludir, e você é a pessoa mais fácil de se iludir”.