Parabéns, Paulo Henrique dos Santos! Menção honrosa na Olimpíada Asiática de Física (APhO)


Parabéns, Paulo Henrique dos  Santos! Menção honrosa na Olimpíada Asiática de Física (APhO)

Parabéns, Paulo Henrique dos  Santos! Menção honrosa na Olimpíada Asiática de Física (APhO)

Paulo Henrique dos Santos Silva, aluno da 2.a série do Ensino Médio do Colégio Objetivo Integrado, conquistou menção honrosa na 22.a Olimpíada Asiática de Física (APhO). Em 2022, a competição foi sediada na Índia e ocorreu on-line entre os dias 23 e 31 de maio.

A APhO reuniu 216 estudantes do Ensino Médio de 27 países, os quais tiveram seus conhecimentos testados em uma prova teórica e em outra experimental, que exigiram um conhecimento profundo de todas as áreas da Física.

“Fiquei extremamente feliz pela menção honrosa e por ter dado o meu melhor pelo Brasil em sua primeira participação. Foi um grande resultado, dado o nível de dificuldade da olimpíada”, comenta Paulo Henrique.

Aluno do Colégio Objetivo desde o 6.o ano do Ensino Fundamental, ele conta que seu interesse por olimpíadas científicas surgiu em 2020, quando ganhou sua primeira medalha. Desde então, não parou mais de competir. Ano passado conquistou ouro na Olimpíada Latino-Americana de Astronomia e Astronáutica (OLAA). Em 2020 e em 2021 ganhou ouro na Olimpíada Brasileira de Astronomia e Astronáutica (OBA) e na Olimpíada Nacional de Ciências (ONC); em 2020 conquistou o ouro na Olimpíada Brasileira de Informática (OBI) e na Olimpíada Brasileira de Física (OBF).

Agora seu próximo desafio será a Olimpíada Internacional de Astronomia e Astrofísica (IOAA). O estudante faz parte da delegação brasileira no mundial, que ocorrerá na Geórgia, de 14 a 22 de agosto.

 Confira na íntegra a entrevista com Paulo Henrique dos Santos:

– O que achou da experiência de participar da Olimpíada Asiática de Física (APhO)?
Paulo Henrique
- Foi uma experiência muito especial participar da APhO, que é considerada por muitos a olimpíada de Física mais difícil do mundo, superando até a própria IPhO. Apesar de o evento ter ocorrido de forma on-line, pude conhecer mais sobre a cultura e a história da Índia, país organizador da olimpíada, e de outros países da Ásia, sobre os quais geralmente conhecemos tão pouco. Além disso, foi muito bom conhecer pessoalmente os outros integrantes da equipe brasileira e representar o Brasil em sua primeira participação na APhO. Agradeço ao Objetivo por proporcionar essa oportunidade.

–O que te fascina na Física?
Paulo Henrique
- É incrível a capacidade que a Física possui de explicar uma imensa variedade de fenômenos do cotidiano, permitindo ao aluno conhecer melhor o mundo tecnológico em que vive e compreender o funcionamento de máquinas e aparelhos, por exemplo.

– O que achou do nível da prova da APhO? Qual foi o seu maior desafio?
Paulo Henrique
- A prova teórica estava um pouco mais fácil do que em anos anteriores, mas ainda assim possuía um nível muito elevado, assim como a prova experimental. Meu maior desafio foi fazer o máximo possível dentro do limite de tempo, especialmente porque as questões envolviam ideias complexas e muitos cálculos para chegar numa resposta.

– Teve alguma atividade experimental?
Paulo Henrique
- Sim. Houve uma prova experimental com duas questões, uma de eletromagnetismo e outra de acústica, cada uma com um experimento a ser realizado em um simulador on-line.

– Onde ocorreram as provas?
Paulo Henrique
- A equipe brasileira se reuniu em Campina Grande (PB) para que os alunos, numa mesma sala, pudessem ser vigiados por câmeras ao realizar a prova.

– Como foi a sua preparação para a competição?
Paulo Henrique
- Desde que me classifiquei para a seletiva, vinha lendo diversos livros de teoria e exercícios que foram a base da minha preparação, junto com as aulas dos professores do Objetivo. Depois, quando fui selecionado para a APhO, passei a fazer provas anteriores como simulados e a rever conteúdos de forma mais aprofundada.

– Como conseguiu se classificar para a APhO?
Paulo Henrique
- Conquistei uma medalha de ouro na OBF 2020 e fui classificado para a primeira fase seletiva, que contava com uma prova teórica. Depois disso cheguei na última fase: o Torneio Brasileiro de Física (TBF), dividido em uma prova teórica e outra experimental. Fiquei em 12.° lugar, obtendo uma medalha de prata e a classificação para a APhO.

– O que representam as olimpíadas científicas para você? O que é ser um aluno olímpico?
Paulo Henrique
- As olimpíadas científicas representam uma oportunidade única de autoconhecimento e aprendizado, abrindo portas para o mundo acadêmico ainda no Ensino Médio. Você se vê obrigado a melhorar a cada dia, não para superar os outros, mas a si mesmo. Ser um aluno olímpico é ter esse espírito de competitividade e, ao mesmo tempo, saber compartilhar seu conhecimento com amigos e colegas, até mesmo aqueles que são de outras regiões do país e você veio a conhecer através da competição.