A homeopatia


Similia similibus curantur ou “os semelhantes curam-se pelos semelhantes” retrata exatamente a que se propõe a Homeopatia: dar ao doente um medicamento capaz de produzir no organismo sadio um estado semelhante ao da doença que se quer curar.

A descoberta desse tipo de tratamento alternativo à medicina convencional foi feita no final do século XVIII pelo médico alemão Christian Frederic Samuel Hahnemann, que editou em 1826 a obra Organon da Arte de Curar.

Hahnemann, considerado o Pai da Homeopatia, notou que a quina, uma espécie de arbusto utilizado no combate à malária, também provocava a doença em pessoas sãs. Isso, em linhas gerais, significa que o que pode fazer mal também pode curar.

A Homeopatia no Brasil...

Aqui, tudo começou em 1810, quando nada menos que o patriarca da Independência, José Bonifácio de Andrada e Silva, passou a trocar correspondências com Hahnemann. Mas mesmo com figuras famosas apoiando essa nova maneira de fazer medicina, a maioria remava contra o avanço.

Frederico Emílio Jahr, um importante médico suíço que morava no Brasil, defendeu amplamente a tese da Homeopatia, no que serviu de forte base de estudo para Domingos de Azeredo Coutinho de Duque-Estrada, considerado oficialmente o primeiro médico homeopata no Brasil.

Em 1840, chegou em nosso país Benoit Jules Mure, que reforçou ainda mais a Homeopatia. Daquela época até meados do século XX, esse novo campo de conhecimento médico muito se difundiu. No entanto, por causa da Segunda Guerra Mundial e do aparecimento das sulfas e dos antibióticos, a Homeopatia caiu novamente em “desgraça”, só retomando fama a partir de 1960, até atingir maior respeito e credibilidade nos dias de hoje.